08/02/2022 11h28
As concessões de crédito imobiliário no Brasil somaram R$ 255 bilhões no último ano, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Ou seja, o mercado segue aquecido. A quem pretende aproveitar esse momento, observar algumas orientações sobre como financiar o imóvel é fundamental.
Procuramos o especialista Gustavo Berto, sócio fundador da Citá Properties (empresa de Curitiba especializada em crédito imobiliário e consultoria financeira), para indicar os principais passos. Além disso, ele forneceu dicas valiosas. Vamos a elas.
Berto constata que geralmente a maioria das pessoas sai em busca do imóvel que deseja para depois verificar as condições de crédito que possui. Porém, não é o modo mais recomendado de iniciar o processo.
“O ideal”, diz ele, “é primeiro verificar a aprovação de crédito”. Assim, o comprador deve antes de tudo checar se dispõe de valor aprovado para realizar a compra desejada. Além disso, é preciso se assegurar de que terá recursos mínimos para dar de entrada. Atualmente, explica o especialista, a entrada corresponde a 20% do valor total da compra.
Também é imprescindível se certificar de que as parcelas a serem assumidas cabem no orçamento.
Caso a pessoa tenha recursos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é recomendável conferir se é possível utilizar esse dinheiro para financiar o imóvel.
O comprador pode começar esse processo com uma pesquisa na internet. “Existem muitos simuladores, das principais instituições bancárias, disponíveis”, pontua Berto. Na avaliação dele, essa pesquisa inicial “dá um norte para se ter uma noção do valor que pode ser financiado e do valor das parcelas”, ressalta.
Contudo, para uma aprovação definitiva do crédito e da validação das condições que cada caso demanda, é preciso ir além.
O executivo assinala: “O ideal é verificar com o agente financeiro. Ou, ainda mais recomendado, com uma empresa especializada em financiamento imobiliário, que poderá dar uma consultoria mais completa do que a disponível em uma agência bancária”.
Isso ocorre porque as empresas especializadas mantêm relacionamento com diversos agentes financeiros. Dessa forma, a comparação de taxas e outras condições é mais ampla e precisa. Ademais, a empresa especializada fornece orientações para a aprovação do crédito, para o fluxo de contratação e para outros custos de aquisição (como tarifas, custas de registro, impostos, entre outros).
Gustavo Berto observa que a exigência central dos agentes financeiros é a de que a renda seja compatível com o crédito desejado. “Eles estão focados em responder: ‘este comprador pode ou não tomar crédito?’”. Logo, o comprador deve se munir de informações e documentos que comprovem essa possibilidade.
Uma dúvida comum é a seguinte: se a pessoa ainda paga prestação de um imóvel financiado, ela pode ou consegue financiar outro, ou precisa quitar o primeiro?
O especialista responde: “uma pessoa pode ter quantos financiamentos imobiliários a sua renda ‘aguentar’”. O único senão é quanto ao uso de recursos do FGTS, impossibilitado quando o comprador já tem um outro imóvel financiado dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Diante dessas recomendações, que tal agora conferir as perspectivas para o mercado imobiliário 2022? Clique aqui para saber mais.
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